Alegria, ela é tão efêmera.
Pequenos intervalos no respirar da vida.
O crepitar da chama, apenas um momento
que nasce e se desfaz, como poeira ao vento.
Assim é a alegria, apenas a partícula,
o fragmento ínfimo, finito, fenecente.
Em ti eu não confio, efêmera alegria,
não preenches a alma, és só uma gotícula.
Onde está minha vida, meu lar, meu habitat
é o imenso mar da minha mansa melancolia.
(21,12,2023)
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